"Estava lendo a sua carta (a única que guardo dentro do meu caderno de poesias e escritas, entre outras coisas antigas). Toda vez que eu à leio sinto o mais puro dos sentimentos que alguém já me escreveu. Você que era determinado e ao mesmo tempo era singelo com sua escrita e tão verdadeiro. Vejo que com os anos você não mudou nada. Alias continua assim, o mesmo que eu conheci desde nova.
Sinto saudade da brisa que balançava em meus cabelos e do alvoroço dos finais de semana. Das eternas lembranças e dos sorvetes se derretendo num domingo à tarde.
Da leveza das canções e da guitarra que era ensaiada pelo canto da casa. Do olhar (aquele único) que eu sabia exatamente o que queria me dizer. Ser tua, foi o prometido ... mas, assim como os erros, como as horas, assim como a vida segue o seu rumo, assim como tudo se vai, eu acabei deixando você ir ...
Não tenho lágrimas.
Não tenho um belo final para o que ao menos se quer chegou a terminar.
O que eu tenho são palavras ...
Palavras que me fazem ir para bem longe.
Sempre vou para perto de você.
Sempre te tenho ao meu lado.
Enquanto eu souber que você estará bem terei forças.
Enquanto eu souber que você estará bem ..."

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